Com quantos papéis se faz uma cidade?

Vou começar esse texto já falando que eu não sou dos maiores fãs de A Culpa é das Estrelas, o outro livro do John Green. Cidades de Papel, na minha opinião, é bem melhor, tanto pela história – que não é feita pra impactar e me parece um pouco mais realista – quanto pelos personagens. Quem leu, sabe do que eu estou falando.

Para quem não sabe da história, já postei um vídeo falando sobre. Para os que estão apenas lendo aqui agora, vamos a um breve resumo: Q e Margot eram vizinhos, mas não exatamente amigos. Q era apaixonado por ela. Eles se vingaram juntos do ex-namorado e ex-amigos de Margot. Depois disso ela sumiu, mas deixou pistas. Então, Q e seus amigos vão atrás.

Dado o resumo, vamos prosseguir. Os personagens são muito bem construídos – os principais, pelo menos. John Green, o autor do livro, fala nas entrevistas dele que é impossível não se identificar com os personagens, o que é totalmente verdade. Durante a história, eu me imaginava como Q, como Margot, como Lacey, como Radar – basicamente, um pouco de cada personagem.

Sobre os personagens: sinceramente, eu não consigo gostar da personagem de Margot (interpretada por Cara Delavigne). Ela não me convence. Apesar de ser misteriosa, intimista, gostar de mistérios e falar e pensar muitas verdades – principalmente verdades que não nos damos conta – eu não gosto dela. Já Quentin (interpretado por Nat Wolff) é outra história. Ele é um dos meus personagens preferidos do John, pelo seu jeito nerd e adolescente de ser – talvez até por eu me identificar um pouco mais com ele.

Mais uma coisa sensacional: esse poster do filme. olhando ele bem e pensando na história, ele foi muito bem pensado.

Bom, agora vou falar sobre o filme em si. Eu, honestamente, gostei bem mais do filme. A história é totalmente história de filme, então deu totalmente certo. Continuo sem achar que seja uma história wooow, maravilhosa!, mas gosto bastante.

Coisas legais do filme: 1) as pequenas adaptações e cenas cortadas do livro não afetaram em nada; inclusive, algumas coisas ficaram melhores; 2) os amigos de Q, que eu não gostava no livro, acabaram sendo todo o humor do filme, o que ficou demais; 3) o ator Nat Wolff já tinha participado do filme de A Culpa é das Estrelas, e isso foi muito legal; 4) a trilha sonora estava ótima; 5) As frases e coisas que vão aparecendo na narrativa do filme e o modo como algumas cenas foram construídas foram sensacionais.

Coisas nem tão legais no filme: 1) adoro a Cara Delavigne, mas ela é melhor modelo do que atriz; 2) algumas coisa não foram explicadas muito bem.

Ou seja, teve mais coisas legais do que não legais no filme. Ah, e tem uma participação especial surpresa no filme, que foi simplesmente sensacional – produtores, quem teve a ideia, fica aqui os meus parabéns.

Cidades de Papel ainda está em cartaz no cinema. Eu sempre recomendo ler o livro antes de ver o filme. Porém, quem quiser assistir sem ler, não vai perder nada, vai apenas ter um filme maravilhoso, adolescente (sim) e reflexivo (também) para sua lista de filmes maravilhosos, adolescentes e reflexivos.

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