A Internet que virou filme

Vira e mexe aparece notícias sobre umas pessoas que muitas vezes a gente nem conhece. Ou por que falou alguma besteira em uma rede social, ou por que começou/terminou relacionamento, sempre algo desse tipo. Esse pessoal são os YouTubers, amados por uns, odiado por outros. Eles bombam na internet, tem milhões de visualizações e milhões de fãs – creio que a maioria desses seja adolescentes.

Como bons YouTubers e humanos, eles decidiram se reunir para fazer um filme sobre a internet brasileira, chamado (prepare-se para muita criatividade): Internet – O Filme. Ok, um bom título, visto o que se trata o filme. E não sei bem se eles se reuniram e escreveram o filme juntos, mas diversos rostinhos conhecidos das redes sociais estava lá na telona.

Eu, assim como muita gente, acredito, fui assistir o filme pensando “nossa, filme com YouTubers que eu nem assisto, vai ser muito ruim.” Esse pensamento, porém, foi enganoso e levado por um pré conceito meu sobre esse pessoal. Assisto e acompanho muita gente na internet, mas a gente sempre fica com um pé atrás quando eles decidem fazer coisas além da plataforma que estão acostumados.

Entrei na sala de cinema e o filme já havia começado – acho que perdi, no máximo, uns 5 minutos do filme – e comecei a assistir já pensando “não vou dar uma risada, que decepção.” O início do filme me deixou com agonia, teve umas piadinhas daquelas que tu sabe que é pra ser engraçado mas não tem a mínima graça. Porém, quando começou a se desenrolar, eu ri bastante. Quer dizer, não só eu, mas a sala toda. E um fato ainda mais engraçado: a sessão que eu fui tinha poucos lugares, acho que era a menor das salas, ou seja, qualquer comentário que alguém fazia, todo mundo ouvia – que me fez rir ainda mais.

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A história basicamente é um monte de histórias de celebridades da internet que estão num hotel em São Paulo para uma premiação e as histórias acabam meio que se cruzando – quase como num Idas e Vindas do Amor, sabem? Os YouTubers interpretaram personagens, nenhum deles foi quem realmente são na vida real. Além disso, teve diversas participações especiais: Raul Gil, Palmirinha e, é claro, Mr Catra. Em questão da narrativa, acho que deixou bastante a desejar, foi muito nada a ver e o final também… Bom, enfim, foi Rafinha bastos que escreveu o roteiro, acho que ele até acabou mandando bem.

Além disso, o filme teve umas críticas. Teve a personagem com crítica social f*da, aquelas que falam “saiam dos celulares e conversem entre si” e ela é aclamada, ganha fãs em questão de minutos, bem coisas de internet. O filme acabou sendo bem como os YouTubers brasileiros: deram a sua cara, cara de Brasil. E, sendo assim, teve algumas “piadas” que eu particularmente achei que foram meio ofensivas, mas nada muito horrível.

A classificação indicativa do filme é 14 anos e talvez devesse ser maior – não sei o público deles na internet, mas acho que tem muitos menores que isso. Teve muito palavrão, incentivo a bebidas, sexo… Pareço tiazona falando, mas dependendo da idade da criança, não aconselho.

E assim: o filme é engraçado e divertido, mas você tem que saber sobre a internet brasileira, memes e conhecer um pouco de todo mundo que está lá para entender melhor – inclusive as piadas. Provavelmente se você está por fora disso, evita essas coisas, só usa internet para coisa séria, não vai achar tanta graça assim. Pelo menos desde 2012 você tem que ter acompanhado a internet, para nossa alegria.

 

 

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